Nogueira: Templário ou Pragmático?

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Era uma vez, ao longo da Idade Média, os judeus habitarem, preferencialmente, de acordo com as suas ocupações profissionais, nas maiores aglomerações urbanas do Reino, em bairros próprios denominados judiarias. Mourarias eram no caso dos bairros de árabes ou mouros, que eram menos numerosos.

Todos os dias, lá permaneciam, praticando o seu culto, falando o seu idioma, e mantendo as suas tradições ancestrais. Diplomaticamente, mantinham fidelidade à Coroa, a ela se subordinando. À parte alguns incidentes, principalmente motivados por questões religiosas, a sua vida no Reino não correu nunca grandes riscos de ser posta em causa.

Até que um dia

A Ordem dos Pobres Cavaleiros de Cristo e do Templo de Salomão, conhecida como Cavaleiros Templários, Ordem do Templo ou simplesmente como Templários, foi uma das ordem militar de Cavalaria. A organização existiu por cerca de dois séculos na Idade Média, fundada no rescaldo da Primeira Cruzada de 1096, com o propósito original de proteger os cristãos que voltaram a fazer a peregrinação a Jerusalém após a sua conquista.

Os seus membros fizeram voto de pobreza e castidade para se tornarem monges, usavam mantos brancos com a característica cruz vermelha, e o seu símbolo passou a ser um cavalo montado por dois cavaleiros. Em decorrência do local onde originalmente se estabeleceram (o Monte do Templo em Jerusalém, onde existira o Templo de Salomão, e onde se ergue a atual Mesquita de Al-Aqsa) e do voto de pobreza e da fé em Cristo denominaram-se “Pobres Cavaleiros de Cristo e do Templo de Salomão”.

O destino dos Templários esteve vinculado ao das Cruzadas. Quando a Terra Santa foi perdida, o apoio à Ordem reduziu-se. Rumores acerca da cerimônia de iniciação secreta dos Templários criaram desconfianças.

Por causa disso, Felipe, o Belo, rei de França, afim de apoderar-se das riquezas da Ordem, moveu-lhe iníqua perseguição. Oportunisticamente, o rei Filipe IV da França, profundamente endividado com a Ordem, começou a pressionar o Papa Clemente V a tomar medidas contra eles. Em 1307, muitos dos membros da Ordem em França foram detidos e queimados publicamente.

Coagido, o Papa Clemente V resolveu suprimir a Ordem em 1312. O súbito desaparecimento da maior parte da infraestrutura europeia da Ordem deu origem a especulações e lendas, que mantêm o nome dos Templários vivo até aos dias atuais.

Finalmente, em Portugal, D. Teresa, mãe de Afonso Henriques deu-lhes em 1125, o castelo do Alpreado e, sucessivamente, outros castelos da fronteira. D. Diniz transformou a Ordem dos Templários na Luta de Cristo, em 1319.

Deduz-se dessa história a hipótese de que Nogueira é um sobrenome de Portugal fornecido aos cristãos novos que prestaram serviços nas lutas contra os infiéis como Templários. Relaciona-se com a árvore que dá a noz, referindo à virilidade e físico forte como a árvore nogueira dos que passaram a usar esse apelido, formando uma Ordem dos Templários na Luta de Cristo. No entanto, pelo visto, seus descendentes não herdaram o voto de pobreza e castidade…

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