Migração e Miscigenação: Fatores de Repulsão a Portugal e Fatores de Atração para o Brasil

Escudo Nogueira

Consultando o conteúdo do Dicionário das Famílias Brasileiras de Carlos de Almeida Barata e Antonio Henrique Cunha Bueno, no que se refere à Família Nogueira, há uma barafunda de nomes, datas e lugares, porém sem uma genealogia precisa. De tudo, o mais interessante é o seguinte:

Nogeyra – sobrenome de uma família originária da Espanha, à qual pertence Juan Antônio Nogeyra, soldado voluntário, que emigrou para o Rio Grande do Sul em 1815 (Registro de Rstrangeiros, 1808, 226).

Nogueira – sobrenome de origem toponímica, tomado da propriedade da família. da árvore Nogueira (Anuário Genealógico Latino, iv, 25) descende esta família de D. Mendo Paes Nogueira, sobrinho de D. Mendo Nogueira, cavaleiro da Ordem dos Templários, em 1089. Seu solar é a Torre de Nogueira, na ribeira do rio Minho. O morgado dos Nogueiras era dos Viscondes de Vilanova de Cerveira (Anuário Genealógico Latino, i, 71).

Heráldica: um escudo em campo de ouro, com banda de prata enchaquetada de verde, de cinco tiras, carregada de um filete de vermelho.

Timbre: uma cabeça de serpe de ouro, com o pescoço de prata enchaquetado de verde, tendo na boca um ramo de Nogueira, frutado de sua cor (armando de mattos – brasonário de portugal, ii, 49).

No Brasil:

Linha indígena: sobrenome também adotado por famílias de origem indígena. no Rio Grande do Sul, a de Francisco Nogueira, «índio», casamento em 1791, em Estreito, Rio Grande do Sul, com Joaquina Maria, «índia» (l.º 2.º, fl.38v). Mas, no rio de janeiro, o cap. Clemente Nogueira da Silva, deixou geração com Cecília, «índia do gentio da terra».

Linha africana: sobrenome também adotado por famílias de origem africana. em Minas Gerais, entre outras, registra-se a de Margarida de Jesus [1842-1922], natural da «África», que serviu por longos anos ao padre Joaquim Ferreira Teles, na paróquia de S. Sebastião Do Paraíso (Minas Gerais). Por determinação testamenteira do referido padre, foi declarada liberta. Deixou numerosa descendência que se assinava: Marinho, Nogueira e Souza (lf – São Sebastião do Paraíso, 134).

Linha natural: em Minas Gerais, por exemplo, Lourenço Luiz Nogueira, Nat. de Campanha (MG), «Filho Natural» de Josefa Maria, foi casado em 1824, Itajubá (MG), com Francisca Gomes De Jesus, Nat. de Itajubá (Monsenhor Lefort – Itajubá).

Linha de degredo:

  • Registra-se, no auto-de-fé celebrado na igreja do mosteiro de Santa Cruz de Coimbra, em 18.06.1636, a condenação de cinco (5) anos de degredo para o Brasil, de Antônio Nogueira, de 20 Anos de Idade, Solteiro, Estudante, filho De Domingos Fernandes, Trabalhador, da Vila de Arcos de Valdevez, Arcebispado de Braga. Foi condenado por sodomia (perversão sexual).
  • Registra-se, no Auto-De-Fé Celebrado no Terreiro do Paço, em 25.06.1641, a condenação de quatro (4) anos de degredo para o Brasil, de Marta Nogueira, Cristã Velha, Natural da Vila do Conde e moradora Em Lisboa, por presunção de ter pacto com o diabo.
  • Registra-Se, No Auto-De-Fé Celebrado No Terreiro Do Paço De Lisboa, A 17.08.1664, A Condenação De Três (3) Anos De Degredo Para O Brasil, de Beatriz Nogueira, Cristã-Nova, Natural De Linhares E Moradora Na Guarda. Filha de Diogo Rodrigues Nogueira.

Cristãos novos: sobrenome também adotado por judeus, desde o batismo forçado à religião cristã, a partir de 1497.

Linha Portuguesa:

No Rio de Janeiro, Entre As Mais Antigas, A De João Nogueira, Que Deixou Geração Do Seu Cas., C.1614, Com Bárbara De Arão (Rheingantz, Iii, 13).

Rheingantz: registra mais 28 famílias com este sobrenome, nos séculos.XVI e XVII, que deixaram numerosas descendências no Rio de Janeiro.

Em São Paulo, Entre As Mais Antigas, A De Gaspar Nogueira, Tabelião E Escrivão Da Câmara De St.º André Desde A Fundação Da Vila (Am, Piratininga, 125).

Em Minas Gerais, Entre As Mais Antigas, A De Tomé Rodrigues Nogueira Do Ó [C.1674, Madeira – D.1736, Baependi, Minas Gerais]. Estabeleceu-Se, Inicialmente Em São Paulo, Antes De 1711, Quando Foi Recebeu A Patente De Cap. De Inf. Da Ordenança Do Distrito De Piedade De Lorena. Em 1726, Já Possuía Terras Em Baependi, Minas Gerais. Guarda-Mor De Baependi [1736]. Deixou Vasta Descendência De Seu Casamento Com Maria Leme Do Prado, Da Parnaíba, São Paulo (Sl, I, 226).

Ainda, em Minas Gerais, de origem portuguesa, registra-se a família de Manuel Nogueira Galvão, Natural do Porto, Portugal, que se estabeleceu por volta de 1750, em Queluz, onde deixou geração, hoje espalhada por Conselheiro Lafayete, Belo Horizonte e Sete Lagoas.

Entre os seus descendentes, registram-se:

I – O Neto, Silvério Nogueira Coelho [1846-1920], Que Deixou Geração Do Seu Cas. Com Leonor Sebastiana «Nogueira Coelho» [20.01.1863 – 1930];

Ii – A Bisneta, Duartina Nogueira Coelho [20.01.1896 – 11.05.1979], Filha Do Anterior, Que Deixou Geração Do Seu Cas. Com Telesforo Cândido De Rezende [05.01.1892, Conselheiro Lafayete, Mg – 16.06.1965], Prefeito Municipal De Conselheiro Lafayete, Mg, Qu Neto De João De Rezen De Costa, Patriarca Da Importante Família Rezende (V.S.), De Minas Gerais;

Iii – O Terceiro Neto, Ministro João Nogueira De Rezende [13.12.1915, Conselheiro Lafayete, Mg -], Filho Do Anterior. Diretor Do Banco De Crédito Real De Minas Gerais S.A.; Deputado Federal Pelo Estado De Minas Gerais; Secretário De Interior E Justiça Do Estado De Minas Gerais; E Ministro E Presidente Do Tribunal De Contas [Aposentado Em 1985] – Conforme Vai Descrito No Título Dos Rezende (V.S.), De Minas Gerais;

Iv – A Terceira Neta, Dinah Nogueira De Rezende, Casada Com O Deputado Federal Eliseu Resende, Cujo Sobrenome Foi Adotado Por Seu Pai, Que Fora Criado Por Um Fazendeiro, Membro Da Família Rezende, De Lages (Hoje Rezende Costa, Minas Gerais), E Que Se Estabeleceu Em Oliveira, Minas Gerais.

No Piauí, De Origem Portuguesa, Entre Outras, Registra-Se A Família De Nicolau José Nogueira [Portugal -], Fazendeiro Estabelecido Em Valença (Pi), Que Deixou Descendência Do Seu Cas. Com Antônia Vieira De Carvalho, Filha Do Bandeirante Paulista, José Vieira De Carvalho, Patriarca Desta Família Vieira De Carvalho (V.S.), No Piauí.

Foram Bisavós, Entre Outros, De Arlindo Francisco Nogueira [1856, Valença, Pi – 1917, Teresina, Pi], Governador Do Piauí [1900] (Mcb – Povoamento Do Piauí).

No Acre, Cabe Registrar João De Pontes Nogueira, Listado Entre Os Primeiros Povoadores Nas Margens Do Rio Acre, Por Volta De 1878 (Castelo Branco, Acreania, 183).

Nogueira Accioly – ramo da família Accioly, estabelecido no Ceará. ver família p nogueira accioly (v.s.), do ceará

Nogueira da Gama – visconde com honras de grandeza – título nobiliárquico passado, a 08.08.1888, para um integrante da importante família Nogueira Da Gama (V.S.), De Minas Gerais. foi, anteriormente, barão de nogueira da gama [17.07.1872]. Nogueira da Gama – viscondessa com honras de grandeza – título nobiliárquico em uso por casamento. ver família calmon da silva cabral (v.s.), da bahia.

Nogueira P – sobrenome de uma antiga família do Rio de Janeiro, que procede do Cap. João Nogueira p, fal. antes de 1682, que deixou geração, a partir de 1652, com Maria Monteiro Mexias (Rheingantz, iii, 16).

Nogueira do Prado – sobrenome de uma antiga e importante família de Minas Gerais, que teve princípio em tomé rodrigues nogueira do Ó [c.1674, ilha da madeira – d.1736, baependi, mg], guarda-mor de Baependi [1736], que deixou vasta descendência de seu cas. com maria leme do prado, da Parnaíba, SP (sl, i, 226). ver família nogueira da gama (v.s.).

Nogueira da Silva – sobrenome de uma antiga família do rio de janeiro, que procede de clemente nogueira da silva [c.1588 – 23.04.1668, rio, rj], cap. da fortaleza de santa cruz, filho de manuel tomé da silva e de antônia nogueira homem – naturais da vila de catanhede, bispado de coimbra, portugal. deixou geração, do seu cas. no rio, em 30.04.1618, com maria gomes, fal. no rio, em 07.09.1640, filha de estevão gomes e de isabel lopes (rheingantz, iii, 17).

Nogueira é um bairro de Petrópolis, cidade do estado do Rio de Janeiro, Brasil.

As origens do bairro remontam à fazenda Nogueira, de propriedade de Domingos de Souza Nogueira. Estrategicamente a região era servida pela Estrada de Ferro Leopoldina, cuja estação de Nogueira foi construída em 1909 para servir a fazenda. Sendo também servida pela histórica Estrada União e Indústria.

Em 1940, a Fazenda Nogueira foi comprada pelo ex-deputado Milton de Souza Carvalho. Ele e um grupo urbanizou a área e criou um lago artificial e o Hotel Promenade, inaugurado em 1945, para veranistas em visita à Petrópolis. Com o loteamento da fazenda, surgiu o então denominado bairro do Bomclima apoiado em capital do grupo e feito independente do auxílio municipal.

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Nogueira_(Petr%C3%B3polis)

Estacao_Nogueira_Petropolis_RJ_Brazil.jpg

 

 

4 comentários a “Migração e Miscigenação: Fatores de Repulsão a Portugal e Fatores de Atração para o Brasil

  1. Muito interessante! Estou fazendo uma pesquisa sobre a Árvore Genealógica da minha família e gostaria de lhe perguntar se sabes algo sobre os Nogueira do interior de São Paulo, pois minha avó diz que seus antepassados vieram de Portugal (Emigração), se souber mais detalhes ou precisar de algo, me deixes saber. Grato.

    Leony Nogueira

    E-mail: leony.ademir@hotmail.com

  2. Hola Fernando: Soy de Chile, el sexto en linea directa de Antonio llegado a estas tierras en el siglo XVII (1.640???) sin seguridad, de ahi nacio Remigio, de ahi Jose Gaspar, de ahi Eliseo, de ahi Juan y de ahi yo Jaime Jose Eliseo Nogueira Cifuentes. Por los comentarios de mi padre
    Jose estuvo tambien afincado en el Virreinato del Peru. mas no tengo conocimiento, si sabes algun nexo de los Nogueira llegados a America y de ahi su nexo con Portugal, seria muy interesante. Saludos

  3. Sr. Fernando.
    Pertenço justamente à família Nogueira cujo escudo ilustra sua apresentação (reproduzido por mim em meu blog) e que encimava a platibanda da casa de meu bisavô. Somos, os Nogueira de Serrinha – interior da Bahia – descendentes de um único personagem, Antonio Rodrigues Nogueira, nascido na freguesia de Cedofeita, cidade do Porto, em 1 de dezembro de 1812, foi batizado na igreja de São Martinho. Por volta de 1842/44.veio para o Brasil, constituindo família na Cidade do Salvador, tendo outros filhos e filhas se fixado após sua morte em Aracaju.

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